Dez anos depois do último levantamento, o IBGE visitará mais de 200 mil propriedades rurais do Estado
Tubarão
Com a intenção de construir um retrato completo da produção agropecuária, florestal e aquícola de Santa Catarina, dez anos depois do último Censo Agro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lança uma nova edição da pesquisa a partir deste domingo.
Os 900 recenseadores e agentes censitários do instituto visitarão mais de 200 mil propriedades rurais do Estado. O lançamento do Censo Agro 2017 ocorreu ontem, no auditório da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, em Florianópolis.
O último Censo Agropecuário ocorreu em 2006 e desde então a agricultura catarinense passou por grandes transformações. “Em dez anos muita coisa mudou. Hoje, já falamos em agricultura de precisão, contamos com maquinários modernos e o cenário no meio rural é completamente diferente”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.
A colaboração dos agricultores é fundamental para que o IBGE consiga contabilizar a produção agropecuária catarinense. A entrevista com os produtores leva em média uma hora e aborda questões sobre o tamanho da propriedade, o que e quanto produzem, quais máquinas utilizam, entre outros temas. O diretor executivo do instituto, Fernando Abrantes, explica que esse esforço em fornecer informações trará um retorno para os agricultores, que poderão buscar orientações para tomada de decisões e contarão com políticas públicas mais eficientes. “Nenhuma política pública pode ser feita sem uma estatística de qualidade. Nossa missão é conhecer a realidade para o exercício da cidadania”, ressalta.
O Censo Agro será uma importante ferramenta para orientar a elaboração e avaliação de políticas públicas, para estudos acadêmicos, desenvolvimento de projetos de instituições de pesquisa e para decisões quanto a investimentos públicos e privados.
Economia rural
Região Sul se destaca no setor agropecuário
Formado por três microrregiões – Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel), Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), e Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) – o Sul catarinense possui 45 municípios e tem população estimada em 950 mil residentes. Estima-se que mais de 80% das comunidades tem o agronegócio e/ou a agricultura familiar como a principal atividade econômica. No país inteiro, serão mais de 26 mil pessoas mobilizadas para alcançar cinco milhões de estabelecimentos. Os resultados preliminares começam a ser divulgados ainda no primeiro semestre do ano que vem.

